Estudos revelam o crescente potencial da Internet para realização de negócios.
Estudo em conjunto daForrester Research e Shop.org mostra que o comércio eletrônico continua de vento em popa.
25.05.2006 por André Cripa Rodrigues
1 bilhão de internautas devem impulsionar o comércio eletrônico a faturar 211,4 bi em 2006 com um aumento de 20% comparado a 2005, segundo estudo da Forrester Research Junto ao Shop.org.
Segundo a ACNielsen, outro número impressionante é que 10% da população do mundo, ou 627 milhões de pessoas, já compraram pela Internet. E para o e-bit, 4,7 milhões de brasileiros também já compraram. Tanto os compradores ocasionais como os habituais impulsionaram esses números.
Números que não são ainda maiores pelo desenvolvimento precário de alguns sites de comércio eletrônico que muitas vezes tem uma péssima usabilidade, reclamam usuários que tinham a intenção de compra, mas desistiram de comprar por motivos como esse.
A escolha pesa para sites com maior “segurança no processo de compra” (16%), seguido pela “facilidade de navegação” (12%) segundo Ibope//NetRatings.
Além das vendas online a Internet impulsiona também as vendas offline, já que pela Internet muitos consumidores consultam e comparam produtos para uma breve compra.
O crescimento do comércio eletrônico reflete também o aumento dos negócios entre empresas. Segundo a FGV, em abrill de 2006, 19,6% dos negócios no Brasil foram realizados eletronicamente. O embalo também começou a ser seguido pelo governo que acumulou em 2005 um total de R$ 4 bilhões em compras nas chamadas licitações eletrônicas ou pregão eletrônico.
Mesmo assim, o governo ainda está engatinhando nas compras eletrônicas. Segundo a revista Veja, ‘O governo federal faz apenas 46% de suas compras públicas – de material de escritório e papel higiênico – pela internet, contra 80% do governo de São Paulo’. Eletronicamente não só a concorrência é maior, dando oportunidades a empresas de todos os cantos, mas a economia é o fator chave e ‘se o governo federal tivesse o mesmo padrão de compras on-line que o estado de São Paulo, teria economizado 3 bilhões de reais nos últimos três anos’.
O brasileiro é um especial aficionado pela rede mundial de computadores. Um exemplo é o site de relacionamentos Orkut onde 72,9% dos usuários são brasileiros. Além disso, 19,9 milhões moram em residências com acesso a Internet gastando mais de 17 horas navegando em casa. E 47% dos consumidores que já realizaram compras via Web pretendem adquirir novos produtos pela rede até o Natal, segundo o Ibope//NetRatings.
“Os números não mentem, jamais”. Para governo, empresas e consumidores a Internet é o meio mais rápido, lucrativo e de alto crescimento para se realizar negócios no Brasil e no Mundo.
André Cripa Rodrigues é diretor de tecnologia da Interaktiv.
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