


O projeto, desenvolvido pela Social Carbon Company, além de garantir a mitigação das mudanças climáticas, proporciona o desenvolvimento sustentável para as comunidades locais, através da aplicação da Metodologia do Carbono Social.
A Interakitiv escolheu os créditos do Carbono Social devido ao diferencial do standard, que também atua na área social. "Optei pela Metodologia em razão das atividades sociais envolvidas no desenvolvimento das comunidades impactadas pelo projeto. As ações de preservação ambiental são projetos de longo prazo, porém, quando interligadas com ações sociais, possuem benefício imediato para a comunidade", diz o presidente da Interaktiv, André Cripa.
A Metodologia do Carbono Social, desenvolvida pelo Instituto Ecológica de Palmas (TO), utiliza indicadores de sustentabilidade para analisar seis recursos que garantem o bom desempenho socioambiental do projeto. São eles: social, humano, tecnológico, financeiro, natural e carbono.
Para Magno Maciel, gerente de negócios da CantorCO2e Brasil, empresa que intermediou as negociações, a compra de créditos de carbono é a maneira mais efetiva de uma empresa neutralizar suas emissões. "A neutralização através do plantio de árvores exige um monitoramento rigoroso e no longo prazo traz resultados insatisfatórios e de frágil credibilidade", aponta. Os créditos do Carbono Social são certificados pela empresa BRTÜV, com base no standard do VCS (Voluntary Carbon Standard).
Segundo Maciel, embora a imagem de que o reflorestamento é a melhor maneira de diminuir a emissão de gases, os projetos de substituição de combustível, geração de energia renovável, aterros sanitários, entre outros, trazem mais confiabilidade e resultados melhores. "Isso acontece porque os créditos são provenientes de emissões comprovadamente reduzidas e em conformidade com o critério de adicionalidade."
Com a compra dos créditos, a Interaktiv pretende oferecer a seus clientes serviços que representem ações de responsabilidade socioambiental e não apenas "marketing verde", além de contribuir para o desenvolvimento sustentável de cerâmicas do Cerrado, o segundo bioma mais importante do Brasil.
